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30 vezes o melhor do Rio
• 1914: O primeiro título carioca do Flamengo tem algumas curiosidades. Pela primeira vez, o clube utilizava o uniforme "cobra-coral" em substituição ao "papagaio de vintém", que, segundo dirigentes e jogadores, dava azar. Se dava ou não, o que interessa é que o Mengão levou o título ao vencer os dois turnos em campeonato que tinha mais seis clubes. Outro detalhe é que o Flamengo não tinha estádio e mandou suas partidas na casa do Botafogo.
Time-base: Baena; Píndaro e Nery; Ângelo, Miguel e Gallo; Arnaldo, Orlando, Borgerth, Riemer e Raul.
Técnico: Alberto Borgerth.
Campanha: 12 partidas, 8 vitórias, 3 empates e 1 derrota. 24 gols pró, 15 contra e 9 de saldo.
Artilheiro: Riemer (9 gols).

• 1915: O Rubro-Negro repetiu o feito do ano anterior ao vencer os dois turnos do Carioca, mas desta vez o fez de forma invicta. Com a mesma base do primeiro título, o Fla superou as boas equipes de América e Fluminense para levar a taça. O Mengão continuou sem estádio até a última rodada, quando inaugurou o campo da Rua Paissandu e fez a festa ao bater o Bangu por 5 a 1. O destaque da campanha mais uma vez foi Riemer, de novo artilheiro da equipe.
Time-base: Baena; Píndaro e Nery; Curiol, Gallo e Sidney Pullen; Orlando, Borgerth, Riemer, Paulo Buarque e Raul.
Técnico: Alberto Borgerth.
Campanha: 12 partidas, 7 vitórias e 5 empates. 35 gols pró, 11 contra e 24 de saldo.
Artilheiro: Riemer (14 gols).

• 1920: Já com a camisa rubro-negra sem as listras em branco, o Flamengo conseguiu mais um título invicto ao vencer os dois turnos. Foi uma conquista especial, já que o Mengão acabava com uma seqüência de três títulos do Fluminense. O nome do time era o inglês Sidney Pullen, que lutara nos campos de batalha durante a I Guerra Mundial e demonstrava a mesma garra dos tempos de soldado em campo, atuando em várias posições.
Time-base: Kuntz; Burgos e Telefone; Rodrigo, Sisson e Dino; Carregal, Candiota, Sidney Pullen, Junqueira e João de Deus.
Técnico: Sidney Pullen.
Campanha: 18 jogos, 13 vitórias e 5 empates. 44 gols pró, 19 contra e 25 de saldo.
Artilheiro: Junqueira (15 gols).

• 1921: Com praticamente o mesmo time de 1920, mas reforçado com os atacantes Nonô e Orlando Torres, o Flamengo conquistou seu título mais dramático até então. O Rubro-Negro e o América somaram mais pontos nos dois turnos e decidiram o título em uma partida extra. Após empate no tempo normal, o Fla levou a melhor com um gol de Candiota aos sete minutos da prorrogação.
Time-base: Kuntz; Burgos e Telefone; Rodrigo, Sidney Pullen e Dino; Galvão, Candiota, Nonô, Junqueira e Orlando Torres.
Técnico: Cândido de Oliveira.
Campanha: 13 jogos, 6 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. 35 gols pró, 24 contra e 11 de saldo.
Artilheiro: Nonô (11 gols).

• 1925: O Flamengo mais uma vez foi soberano na conquista do seu quinto título carioca. Com um time formado por sete jogadores da Seleção Brasileira (Batalha, Hélcio, Pennaforte, Japonês, Candiota, Nonô e Moderato), o Mengão disputou o título com o Fluminense, e, apesar de não ter derrotado o rival, somou mais pontos nos dois turnos e faturou mais um troféu.
Time-base: Batalha; Hélcio e Pennaforte; Japonês, Roberto e Mamede; Newton, Candiota, Vadinho, Nonô e Moderato.
Técnico: Sidney Pullen.
Campanha: 18 jogos, 14 vitórias 3 empates e 1 derrota. 61 gols pró, 18 contra e 43 de saldo.
Artilheiro: Nonô (29 gols).

• 1927: Foi o título mais importante até então. Explica-se. A Associação Paulista de Sports Athléticos suspendeu o Paulistano e o Fla cedeu o campo da Rua Paissandu para que o time disputasse amistosos. Como retaliação e apoio político à entidade paulista, a Associação Metropolitana de Esportes Athléticos suspendeu o Rubro-Negro por um ano e, com isso, alguns jogadores deixaram o clube. A punição foi revogada, mas o Fla teve de reconstruir seu time, aliando antigos jogadores e revelações como Flávio Costa. Apesar das dificuldades, como a derrota de 9 a 2 para o Botafogo, o time reagiu e levou a taça ao bater na última rodada o América.
Time-base: Amado; Hermínio e Hélcio; Benevenuto, Seabra e Flávio Costa; Chrystolino, Vadinho, Fragoso, Agenor e Moderato.
Campanha: 18 jogos, 13 vitórias, 2 empates e 3 derrotas; 47 gols pró, 32 contra e 15 de saldo.
Artilheiro: Fragoso (13 gols).

• 1939: Chegava ao fim o maior jejum de títulos do Flamengo (12 anos). Graças à política do presidente José Bastos Padilha de abrir as portas do clube a jogadores negros como Domingos da Guia, Newton Canegal, Médio, Jarbas e Leônidas, o Rubro-Negro finalmente tinha um time mais forte e isso culminou com o título de 1939. Dirigido pela primeira vez pelo técnico Flávio Costa, o Mengão foi campeão com uma rodada de antecedência no que se tornou o primeiro título levantado no estádio da Gávea.
Time-base: Amado; Hermínio e Hélcio; Benevenuto, Seabra e Flávio Costa; Chrystolino, Vadinho, Fragoso, Agenor e Moderato.
Técnico: Juan Bertoni.
Campanha: 18 jogos, 13 vitórias, 2 empates e 3 derrotas; 47 gols pró, 32 contra e 15 de saldo.
Artilheiro: Fragoso (13 gols).

• 1942: Novamente sob o comando de Flávio Costa e com nove jogadores do título de 1939, o Flamengo somou mais pontos nos três turnos e iniciou a jornada rumo ao seu primeiro tricampeonato carioca. Leônidas da Silva havia deixado a Gávea, brigado com dirigentes, mas surgia um novo ídolo: Zizinho. O título foi sacramentado com um empate por 1 a 1 diante do Fluminense, nas Laranjeiras.
Time-base: Jurandir; Domingos da Guia e Newton; Biguá, Volante e Jaime de Almeida; Valido, Zizinho, Pirilo, Nandinho e Vevé.
Técnico: Flávio Costa.
Campanha: 27 jogos, 20 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. 87 gols pró, 29 contra e 58 de saldo.
Artilheiro: Pirilo (22 gols).

• 1943: Foi um bicampeonato relativamente tranqüilo para o Flamengo. Sem Valido, que deixou o futebol para cuidar de sua gráfica, mas com praticamente a mesma equipe do ano anterior, o Mengão passeou e só foi derrotado uma vez, de forma surpreendente pelo América. O campeonato marcou ainda a estréia do grande Modesto Bria, que acertou definitivamente o time montado por Flávio Costa.
Time-base: Jurandir; Domingos da Guia e Newton; Biguá, Artigas (Bria) e Jaime de Almeida; Nilo, Zizinho, Pirilo, Perácio e Vevé.
Técnico: Flávio Costa.
Campanha: 18 jogos, 11 vitórias, 6 empates e 1 derrota. 51 gols pró, 18 contra e 33 de saldo.
Artilheiro: Perácio (14 gols).

• 1944: Um ano após ter parado de jogar, Valido pediu ao técnico Flávio Costa o campo da Gávea emprestado para um jogo do time de sua gráfica. A surpreendente boa forma de Valido fez o treinador pedir ao argentino para voltar ao Flamengo. Mesmo relutante, Valido voltou. Com uma alta febre, o argentino se arrastava em campo na final contra o Vasco, mas mesmo assim marcou o gol do tri, numa suada vitória por 1 a 0. Foi um título muito comemorado, já que o Fla havia perdido Domingos da Guia e não contou com Perácio na reta final do campeonato.
Time-base: Jurandir; Newton e Quirino; Biguá, Bria e Jaime de Almeida; Tião, Zizinho, Pirilo, Perácio e Vevé (Jarbas).
Técnico: Flávio Costa.
Campanha: 18 jogos, 13 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. 50 gols pró, 18 contra e 32 de saldo.
Artilheiro: Pirilo (13 gols).

• 1953: Depois de um longo jejum (nove anos), o Flamengo voltou a conquistar um título. Desta vez, o comandante foi o paraguaio Fleitas Solich, que substituiu Flávio Costa. Solich teve um início complicado, com derrotas para Fluminense e Botafogo. Mas, aos poucos, o técnico ajustou a equipe, que, comandada por Rubens, Dequinha e Pavão, faturou o título com uma rodada de antecedência ao abrir cinco pontos sobre o Fluminense.
Time-base: Garcia, Marinho e Pavão; Servílio, Dequinha e Jordan; Joel, Rubens, Índio, Benítez e Esquerdinha.
Técnico: Fleitas Solich
Campanha: 27 jogos, 21 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. 77 gols pró, 27 contra, 50 de saldo.
Artilheiro: Benítez (22 gols).


• 1954: No bicampeonato de 1954, dois jovens jogadores que se tornariam treinadores vitoriosos se firmaram no time do Flamengo: Evaristo e Zagallo. Novamente o Mengão foi campeão com uma rodada de antecipação no terceiro turno ao derrotar o Vasco por 2 a 1. A emoção foi tão grande que o presidente Gilberto Cardoso e o técnico Fleitas Solich comemoraram o título ficando embaixo do chuveiro aberto com roupa e tudo. A conquista marcaria ainda os primeiros jogos do futuro ídolo Dida.
Time-base: Garcia, Tomires e Pavão; Jadir, Dequinha e Jordan; Joel, Rubens, Índio, Benítez e Zagallo.
Técnico: Fleitas Solich
Campanha: 27 jogos, 20 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. 64 gols pró, 25 contra e 39 de saldo.
Artilheiro: Índio (18 gols).

• 1955: O tricampeonato carioca foi conquistado mesmo após algumas turbulências, como a morte de Gilberto Cardoso, os desentendimentos de Fleitas Solich com jogadores e as lesões. Foi o primeiro tricampeonato da Era Maracanã, após três jogos emocionantes contra o América. No último deles, com a presença do Presidente da República Juscelino Kubitschek, Dida brilhou e marcou quatro vezes na goleada por 4 a 1. Foi um desfecho de ouro para um campeonato de longos nove meses.
Time-base: Chamorro, Tomires e Pavão; Jadir, Dequinha e Jordan; Joel, Paulinho, Índio, Evaristo (Dida) e Zagallo.
Técnico: Fleitas Solich
Campanha: 30 jogos, 21 vitórias, 2 empates e 7 derrotas. 87 gols pró, 41 contra e 46 de saldo.
Artilheiro: Paulinho (23 gols).

• 1963: Depois de oito anos sem títulos cariocas, o Flamengo voltou a ser coroado após uma das partidas mais dramáticas da história do Maracanã, contra o Fluminense. Diante de um público de 177.020 pagantes, o maior da história do clássico Fla-Flu, o Rubro-Negro sustentou um empate sem gols com uma atuação histórica do goleiro Marcial. Foi um prêmio não só para o arqueiro, mas também para Joubert, Jordan e Dida, únicos remanescentes do tricampeonato dos anos 50.
Time-base: Marcial; Murilo, Ananias; Luis Carlos e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo Ponte Aérea.
Técnico: Flávio Costa.
Campanha: 24 jogos, 17 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. 46 gols pró, 17 contra e 29 de saldo.
Artilheiro: Airton (15 gols).

• 1965: Em um Carioca mais enxuto devido a uma medida da Federação Carioca de Futebol, o Flamengo disputou o título palmo a palmo com o Bangu. O Rubro-Negro tinha no ataque formado por Almir e Silva e no meio-de-campo comandado por Nelsinho e Carlinhos suas grandes virtudes. A conquista saiu após uma derrota do time banguense para o Fluminense na última rodada e o Flamengo apenas cumpriu tabela contra o Botafogo já com a faixa no peito. O Fla levava o título no Quarto Centenário do Rio.
Time-base: Valdomiro; Murilo, Ditão; Jaime Valente e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Paulo Alves, Almir, Silva e Rodrigues.
Técnico: Armando Renganeschi.
Campanha: 14 jogos, 10 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. 18 gols pró, 8 contra, 10 de saldo.
Artilheiro: Silva (7 gols).

• 1972: O Carioca daquele ano tinha algumas novidades. Entre elas, o fato de a Taça Guanabara valer o primeiro turno. E deu Flamengo na final contra o Flu por 5 a 2, numa histórica exibição de Caio Cambalhota, autor de três gols. No returno, foi a vez de o Tricolor comemorar. Só que na finalíssima, o Rubro-Negro de Paulo César Caju levou a melhor sobre o Flu de Gérson por 2 a 1, gols de Doval e Caio. O argentino, aliás, comandou a campanha do Mengão, que teve a participação de um certo garoto chamado Zico.
Time-base: Renato; Moreira, Chiquinho, Reyes e Rodrigues Neto; Liminha e Zé Mário; Rogério, Caio, Doval e Paulo César Caju.
Técnico: Zagallo.
Campanha: 27 jogos, 17 vitórias, 7 empates e 3 derrotas. 43 gols pró, 16 contra e 27 de saldo.
Artilheiro: Doval (16 gols).

• 1974: Foi a conquista que marcou a afirmação de Zico como novo ídolo da Gávea. Com 19 gols do Galinho (ele quebraria naquele ano o recorde de gols de um jogador do Fla em uma só temporada, 49), o Mengão faturou a taça após um emocionante triangular contra América e Vasco. No jogo decisivo, o Fla segurou de forma dramática um empate sem gols com o time de São Januário. Foi um prêmio para o técnico e ex-jogador Joubert, que promoveu da base futuros ídolos como Júnior, Rondinelli, Jaime e Geraldo.
Time-base: Renato; Júnior, Jaime, Luís Carlos e Rodrigues Neto; Liminha, Zé Mário e Zico; Paulinho, Doval e Édson.
Técnico: Joubert.
Campanha: 27 jogos, 15 vitórias, 9 empates e 3 derrotas. 42 gols pró, 21 contra e 21 de saldo.
Artilheiro: Zico (19 gols).

• 1978: Um dos títulos mais importantes da história do Flamengo até hoje. Depois de anos de frustrações, a geração de Zico, Júnior e Adílio finalmente foi coroada com um campeonato. O título saiu após uma épica vitória por 1 a 0 sobre o Vasco na decisão do segundo turno com um gol inesquecível de cabeça de Rondinelli, o Deus da Raça. Foi ainda a redenção do técnico Cláudio Coutinho, que, após a perda do título mundial com a Seleção Brasileira, deu o pontapé para a seqüência de anos mais gloriosa do Mengão.
Time-base: Raul; Toninho, Rondinelli, Nelson e Júnior; Carpegiani, Adílio e Zico; Marcinho, Cláudio Adão e Tita.
Técnico: Cláudio Coutinho.
Campanha: 22 jogos, 17 vitórias, 4 empates e 1 derrota. 60 gols pró, 11 contra e saldo de 49.
Artilheiros: Cláudio Adão e Zico (19 gols).

• 1979 - Especial: Com a demora da CBD (atual CBF) em definir o calendário do futeobl brasileiro, a Federação do Rio se antecipou e abriu logo o Carioca para que os prejuízos fossem menores. Por isso, foi disputado um torneio de duração menor do que o normal (chamado depois de Especial) e só dez clubes participaram, sendo apenas Volta Redonda e Fluminense de Friburgo do interior. O Flamengo, com praticamente o mesmo time de 1978, foi soberano e faturou o título de maneira invicta após vencer os dois turnos.
Time-base: Cantarelli; Toninho, Rondinelli, Manguito e Júnior; Carpegiani, Adílio e Zico; Tita, Cláudio Adão e Júlio César.
Técnico: Cláudio Coutinho.
Campanha: 18 jogos, 13 vitórias e 5 empates. 51 gols pró, 12 contra e 39 de saldo.
Artilheiro: Zico (26 gols).

• 1979: Instatisfeitos por terem sido alijados do torneio do início do ano, os clubes do interior do Rio pleitearam a realização de um novo campeonato e Ferj e CBD aceitaram. Com isso, 18 equipes disputaram o segundo Carioca de 1979, um recorde até hoje. Alheio a isso, o Fla mostrou força e, com um futebol superior ao dos rivais, venceu os três turnos e o campeonato. A genialidade e categoria e de Zico ficaram ainda mais evidentes, tanto que o Galinho fez 34 gols e ficou a apenas cinco do recorde de Pirilo de 1941.
Time-base: Cantarelli; Toninho, Rondinelli, Manguito e Júnior; Carpegiani, Adílio e Zico; Tita, Cláudio Adão e Júlio César.
Técnico: Cláudio Coutinho.
Campanha: 33 jogos, 27 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. 84 gols pró, 27 contra e 57 de saldo.
Artilheiro: Zico (34 gols).

• 1981: Com o time que havia acabado de conquistar a Libertadores e venceria o Mundial em seguida, o Flamengo faturou também o Carioca. Mas sofreu um bocado. Venceu dois dos três turnos e entrou com a vantagem de empatar qualquer um dos jogos da final. Mas perdeu duas vezes para o Vasco e houve a necessidade de um jogo extra. Mas a técnica refinada aliada e a raça prevaleceram e o Mengão bateu o rival por 2 a 1, gols de Adílio e Nunes. No fim, um ladrilheiro invadiu o gramado do Maracanã para esfriar a pressão do Vasco em um incidente que até hoje rende polêmica. Além disso, o Carioca de 81 foi marcado pela goleada de 6 a 0 sobre o Botafogo, vingando derrota de 72.
Time-base: Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Baroninho.
Técnico: Paulo César Carpegiani.
Campanha: 35 jogos, 23 vitórias, 8 empates e 4 derrotas. 81 gols pró, 23 contra e 58 de saldo.
Artilheiro: Zico (25 gols).

• 1986: O Mengão iniciou aquele Carioca com um meio-de-campo de dar inveja, com Sócrates e Zico. Começou goleando o Fluminense por 4 a 1 e deu a impressão de que massacraria quem viesse pela frente. Mas o técnico Sebastião Lazaroni foi obrigado a mexer muito na equipe devido a lesões e à convocação de alguns jogadores para a Copa do México e o time perdeu a Taça Guanabara para o Vasco. Porém, o time reagiu, ganhou a Taça Rio e a decisão, numa melhor-de-três contra o rival. Destaque para Bebeto, que marcou na finalíssima e se firmou como novo ídolo da Gávea.
Time-base: Zé Carlos; Jorginho, Guto, Aldair e Adalberto; Andrade, Aílton e Júlio César Barbosa; Bebeto, Chiquinho e Marquinho Carioca.
Técnico: Sebastião Lazaroni.
Campanha: 25 jogos, 15 vitórias, 7 empates e 3 derrotas. 45 gols pró, 17 contra, 28 de saldo.
Artilheiro: Bebeto (16 gols).

• 1991: Um ano após a aposentadoria de Zico, a aposta nos jogadores oriundos das divisões de base deu certo. Comandados pelo técnico Carlinhos, os jovens Júnior Baiano, Piá, Paulo Nunes e Marcelinho se juntaram aos experientes Gilmar, Júnior, Gottardo e Uidemar e levaram o Mengão ao título com uma vitória de 4 a 2 sobre o Fluminense. No anos seguinte, com a mesma base, o Rubro-Negro seria campeão brasileiro pela quinta vez.
Time-base: Gilmar; Charles, Júnior Baiano, Gottardo e Piá; Uidemar, Júnior; Zinho e Nélio; Paulo Nunes e Gaúcho.
Técnico: Carlinhos.
Campanha: 25 jogos, 17 vitórias, 7 empates e 1 derrota. 44 gols pró, 20 contra e 24 de saldo.
Artilheiro: Gaúcho (17 gols).

• 1996: Foi um dos Estaduais mais tranqüilos do Flamengo. Joel Santana, campeão do ano anterior com o Fluminense após o famoso gol de barriga de Renato Gaúcho sobre o Rubro-Negro, chegou à Gávea e, com manha para domar um time com estrelas, a maior delas Romário, levou o Fla ao seu quarto e último título invicto. O clube faturou os dois turnos e o Baixinho foi campeão pela primeira vez na Gávea com atuações memoráveis, como na goleada de 6 a 0 sobre o Olaria em que ele marcou os seis gols.
Time-base: Roger; Zé Maria, Jorge Luiz, Ronaldão e Gilberto; Mancuso, Márcio Costa, Nélio e Marques; Sávio e Romário.
Técnico: Joel Santana
Campanha: 22 jogos, 18 vitórias e 4 empates. 57 gols pró, 15 contra e 42 de saldo.
Artilheiro: Romário (26 gols).

• 1999: A conquista de 99 deu início a uma seqüência inesquecível de três títulos sobre o rival Vasco. Mesmo com um time inferior tecnicamente, o Mengão, comandado por Romário, levou a melhor sobre os cruzmaltinos na final da Taça Guanabara. Na Taça Rio, o Vasco deu o troco, mas na decisão do campeonato deu Flamengo após empate por 1 a 1 e vitória dramática por 1 a 0. Mesmo sem o Baixinho durante quase todo o jogo por causa de lesão, o Fla encurralou o Vasco e Rodrigo Mendes, de falta, fez o gol do título. Foi um cala-boca do vice de futebol vascaíno Eurico Miranda, que havia menosprezado os outros times do Estadual ao dizer que seu clube entrava no Carioca como campeão.
Time-base: Clemer; Pimentel, Luiz Alberto, Fabão e Athirson; Jorginho, Leandro Ávila, Fabio Baiano e Beto; Rodrigo Mendes e Romário.
Técnicos: Evaristo de Macedo e Carlinhos
Campanha: 20 jogos, 15 vitórias, 2 empates, 3 derrotas. 39 gols, 13 contra e 26 de saldo.
Artilheiro: Romário (16 gols).

• 2000: Uma derrota de 5 a 1 para o Vasco na última rodada da Taça Guanabara instalou a crise na Gávea. O vexame custou o cargo do técnico Carpegiani e Carlinhos foi novamente acionado para acertar o time. Athirson, na melhor fase da carreira, liderou a reação e o Fla faturou a Taça Rio. Porém, o Vasco ainda era o favorito na decisão. Só que o Flamengo foi soberano: fez 3 a 0 no primeiro jogo e, mesmo sem Athirson, suspenso por acusação de doping, fez 2 a 1 no segundo para conquistar o bi. Curiosamente, a soma dos placares da final deu 5 a 1 para o Fla. Um troco à altura!
Time-base: Clemer; Maurinho, Juan, Fabão e Athirson, Leandro Ávila, Mozart, Fabio Baiano e Beto; Reinaldo e Tuta.
Técnicos: Carpegiani e Carlinhos
Campanha: 22 jogos, 16 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. 61 gols pró, 25 contra e 36 de saldo.
Artilheiro: Reinaldo (15 gols).

• 2001: A "trilogia" em cima do Vasco terminou de forma épica. Numa das finais mais eletrizantes da história, Petkovic deu o tri ao Mengão com um gol antológico de falta aos 43 minutos do segundo tempo. O Fla, que havia perdido o primeiro jogo da final por 2 a 1, precisava vencer por dois gols de diferença e o gol de Pet foi o milagre que o time de Zagallo precisava, aos 43 minutos do segundo tempo. Milagre, aliás, já havia acontecido na final da Taça Guanabara, quando Cássio fez um gol espírita na disputa por pênaltis, após o goleiro Murilo espalmar e a bola pegar efeito inacreditável. Tudo sob a bênção de Santo Antônio, a quem Zagallo é devoto.
Time-base: Julio Cesar; Alessandro, Fernando, Juan e Cássio; Leandro Ávila, Rocha, Beto e Petkovic; Reinaldo e Edilson.
Técnico: Zagallo.
Campanha: 20 jogos, 13 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. 39 gols pró, 16 contra e 23 de saldo.
Artilheiro: Edilson (16 gols).

• 2004: Felipe havia chegado ao Flamengo no ano anterior sob desconfiança. Apesar da técnica refinada, as constantes lesões e alguns atos de indisciplina ao longo da carreira o colocavam em xeque. Mas o craque jogou como nunca naquele Carioca, seja como meia, seja como atacante, e foi o maestro do jovem time rubro-negro dirigido por Abel Braga. O título, mais uma vez, saiu sobre o Vasco, com direito a três gols de Jean na vitória por 3 a 1 na decisão.
Time-base: Julio Cesar; Rafael; Henrique, Fabiano Eller e Roger; Da Silva, Douglas Silva, Ibson e Zinho, Felipe e Jean.
Técnico: Abel Braga.
Campanha: 15 jogos, 8 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. 29 gols pró, 19 contra e 10 de saldo.
Artilheiro: Jean (8 gols).

• 2007: O Flamengo mostrou que na hora da decisão é mesmo um time diferente dos outros. Nem mesmo o badalado favoritismo do Botafogo foi capaz de superar Léo Moura, Renato e companhia. Após dois sustos contra o Madureira na Taça Guanabara, o time de Ney Franco jogou com raça e faturou o turno com uma goleada de 4 a 1 sobre o Tricolor Suburbano. Na Taça Rio, o time relaxou por estar focado na Libertadores. E, na decisão, correu atrás após estar perdendo os dois jogos e levou a melhor nos pênaltis, quando brilhou a estrela do paredão Bruno, que pegou dois pênaltis.
Time-base: Bruno; Leonardo Moura, Ronaldo Angelim, Irineu e Juan; Paulinho, Claiton, Renato e Renato Augusto; Roni e Souza.
Técnico: Ney Franco.
Campanha: 16 jogos, 7 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. 28 gols pró, 25 contra e 3 de saldo.
Artilheiro: Souza (6 gols).

• 2008: O Carioca de 2008 marcou o trigésimo título estadual do Mengão e o empate na disputa com o Fluminense. No primeiro turno, vitória sobre o Botafogo na decisão, com gol de Diego Tardelli aos 45 do segundo tempo. No segundo, o time relaxou e se poupou, já que disputava a Libertadores ao mesmo tempo. Mas na final, deu Mengão nos dois jogos, com destaque mais uma vez para Obina, o rei das finais! O técnico Joel Santana se despede do Mengão com mais um caneco!
Time-base: Bruno; Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Cristian, Jaílton, Ibson e Toró; Marcinho e Souza.
Técnico: Joel Santana.
Campanha: 20 jogos, 15 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. 46 gols pró, 22 contra e 24 de saldo.
Artilheiro: Obina (7 gols).

 
 
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